Armazenamento, transporte, distribuição, recursos humanos, organização.

Inventários II

Os inventários devem ser mensurados pelo custo (de compra ou de produção) ou valor realizável líquido, dos dois o mais baixo. 
O custo de compra dos inventários inclui o preço de compra, direitos de importação e outros impostos (que não sejam os subsequentemente recuperáveis das entidades fiscais pela entidade) e custos de transporte, manuseamento e outros custos diretamente atribuíveis à aquisição de bens acabados, de materiais e de serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes deduzem-se na determinação dos custos de compra.
O custo dos bens produzidos inclui, o custo dos materiais consumidos na produção bem como os custos de transformação destes. 
Os custos de transformação incluem os custos diretamente relacionados com as unidades de produção, tais como mão-de-obra direta.  
Também incluem uma imputação sistemática de gastos gerais de produção fixos (custos indiretos de produção que permaneçam relativamente constantes independentemente do volume de produção, tais como a depreciação e manutenção de edifícios e de equipamento de fábricas e os custos de gestão e administração da fábrica) e gastos gerais de produção variáveis (os custos indiretos de produção que variam diretamente, ou quase diretamente, com o volume de produção tais como materiais indiretos) que sejam incorridos ao converter matérias em bens acabados.  
A imputação de gastos gerais de produção fixos aos custos de transformação e, consequentemente ao custo dos produtos, é baseada na capacidade normal das instalações de produção (produção que se espera que seja atingida em média durante uma quantidade de períodos ou de temporadas em circunstâncias normais, tomando em conta a perda de capacidade resultante da manutenção planeada) o que faz com que a quantia de gastos gerais de produção fixos imputada a cada unidade de produção seja constante, não sofrendo oscilações em consequência de alterações substanciais nas quantidades produzidas. 
Quantia a imputar a cada unidade produzida = gastos gerais de produção fixos / quantidade de produção em condições normais. 
A quantia a imputar à produção de um determinado período é a resultante do produto da quantia a imputar unitariamente pela quantidade de produção. 
Isto leva a que se deva ter em atenção a condições anormalmente favoráveis que conduzam à produção de quantidades superiores às obtidas em condições normais. Nesta situação, os gastos gerais de produção fixos a imputar à produção desse período são os gastos reais a fim de não incluir no custo dos produtos gastos não incorridos. 
Em consequência desta imputação dos gastos gerais de produção fixos ao custo da produção, os gastos gerais não imputados são reconhecidos como um gasto no período em que sejam incorridos.  
Os gastos gerais de produção variáveis são imputados a cada unidade de produção na base do uso real das instalações de produção. 
O custo dos inventários inclui ainda outros custos para colocar os inventários no seu local e na sua condição atuais. 
Pode ser apropriado incluir no custo dos inventários gastos não industriais ou os custos de conceção de produtos para clientes específicos. 
Note-se que o custo dos inventários não engloba quantias anormais de materiais e custos de transformação desperdiçados ou os custos de administração, os custos de distribuição e, geralmente, também não engloba os custos de armazenagem e de financiamento. 
No entanto, pode englobar os custos de armazenagem, desde que esta seja parte integrante do processo produtivo. Em circunstâncias limitadas, os custos dos empréstimos obtidos são incluídos nos custos dos inventários, tal como referido na NCRF 10. 
Os custos dos empréstimos obtidos podem ser incluídos no custo dos inventários, quando se trate de ativo que se qualifica (i. é um ativo que leva necessariamente um período substancial de tempo para ficar pronto para o seu uso pretendido ou para venda), de acordo com a NCRF nº 10. 
Os gastos administrativos e os custos de vender não fazem parte do custo de aquisição/produção dos inventários. 
No caso dos subprodutos e porque normalmente não assumem valores relevantes, são mensurados pelo seu valor realizável líquido e, o seu valor, será deduzido ao custo do produto principal. 
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

HTML básico é permitido. Seu endereço de e-mail não será publicado.

Assine este feed de comentários via RSS

%d blogueiros gostam disto: