A teoria do armazém II


Stock

Em 2004, Idalberto Chiavenato diz que o stock é a composição dos materiais que não são utilizados em determinado momento, mas que existem em função de futuras necessidades. Se essa utilização for muito remota no tempo, a sua guarda se torna prolongada: aluga espaço alugado ou comprado, requer pessoal adicional, significa capital empatado, exige seguro contra incêndio ou roubo etc. Isso significa que ter estoque é ter despesa de stock.
O que é importante ressaltar é que o stock e a sua armazenagem para muitos podem significar a mesma coisa, porém ele tem finalidade diferentes um pouco distintas, de uma maneira mais resumida pode-se dizer que: armazenar significa guardar, stock significa disponibilizar ou por em vista algo escondido.
Recursos de armazenagem

Inicialmente para a armazenagem são apresentadas 3 estratégias alternativas de armazenagem. Essas alternativas incluem depósitos próprios, depósitos públicos e depósitos contratados.

Sendo que depósitos próprios são aqueles em que a empresa é dona de seu próprio depósito devido a sua grande necessidade de armazenagem, depósitos públicos são aqueles que são contratados pelas empresas por razão de necessidade oportuna ou não para que a armazenagem seja feita em período de tempo determinado, depósito contratado é quando a empresa contratante estabelece um relacionamento de longo prazo e o compartilhamento dos riscos fazendo com que essa muitas vezes seja a estratégia de armazenagem que tenha os menores custos já que o depósito contratado já tem um conhecimento da habitualidade com que a empresa contratante necessitará de seus serviços.
A decisão

A primeira decisão a ser tomada pela empresa, é se ela precisa ou não ter um armazém próprio sendo que este impacta em muitos custos e também no ativo imobilizado da empresa, além de despesas como construção do mesmo, aquisição de máquinas e equipamentos que são necessários para seu funcionamento, e também acabam contribuindo mais ainda com o ativo imobilizado da empresa, além de pessoal e despesas fixas como aluguel, imposto, contas de luz, etc., a empresa deve analisar seu mercado e o mercado externo, comparando diversas situações que possam implicar na vantagem ou não da instalação de um armazém.
Caso a organização decida ser favorável a instalação de um armazém a primeira coisa que ela deve fazer é mensurar o volume produzido para avaliar a necessidade do tamanho do armazém, logo após isso a organização deve levar em consideração a localidade, sendo perto da fabrica ou do mercado consumidor, sempre observando o local que corresponde melhor as necessidades da empresa, do produto e dos clientes. Com isso feito é necessário saber qual a melhor opção de tamanho volumétrico do armazém – vertical ou horizontal – e ponderá-las, pois, a opção horizontal possui maior impacto no valor do terreno e de impostos, enquanto a opção vertical significa maior impacto nos custos de equipamento para manuseio e móveis para stock. Na construção do armazém é necessário que sua elaboração seja feita de acordo com o tipo de carga que será armazenada, como alimentos perecíveis ou não, produtos que necessitam de climatização etc., e com que tipo de embalagem ele será manuseado e assim poderá definir-se os equipamentos de manuseio (empilhadoras, stackers, porta- paletes, etc.). Se a empresa optar pela não-implantação de um armazém o que pode ser feito como solução de stock caso dentro da planta de produção ou comercial não houver espaço físico uma alternativa a ser tomada é a terceirização do serviço por outras empresas que são especializadas em prestar serviço de armazenagem.
Localização
Antes de se pensar em qualquer característica do armazém primeiro deve-se saber que tipo de armazém ele será, de matéria-prima, de produtos em processo, ou de produto acabado, pois isso é de total influência quanto a localização do mesmo, pois a partir disso é possível se minimizar os custos relativos aos transportes.
Para armazéns de matéria-prima, este pode localizar-se próximo ao local de produção da matéria-prima ou então próximo do local onde ocorrerá a sua manufatura.
Quanto a armazéns de produtos em processo é fundamental que ele fique próximo ao local onde ocorreu o processo anterior a sua manufatura ou então de onde ocorrerá o próximo processo de agregação de valor.
No entanto, para armazéns de produtos acabados, quanto mais próximo do local onde fica grande parte do mercado consumidor melhor, pois é a partir desse armazém que é feito todo o processo de distribuição do produto, sendo assim, este armazém um fator implícito para a redução no custo de transportes para a distribuição.
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