Armazenamento, transporte, distribuição, recursos humanos, organização.

A teoria do armazém IX

A estrutura organizacional 
Constitui uma linha de autoridade que interliga as posições da organização e define quem se subordina a quem. Essa cadeia se baseia no princípio da unidade de comando, que significa que cada empregado deve se reportar a um só superior. Para a Teoria Clássica, a estrutura organizacional é analisada de cima para baixo e do todo para as partes, ao contrário da Abordagem Científica. A organização se caracterizava por uma divisão de trabalho claramente definida. Essa divisão conduz à especialização e à diferenciação das tarefas, ou seja, à heterogeneidade. A ideia básica era a de que as organizações com maior divisão de trabalho seriam mais eficientes do que aquelas com poucas divisões de trabalho.  Para a Teoria Clássica, a divisão do trabalho pode dar-se em duas direções, verticalmente, onde toda organização deve haver uma escala hierárquica de autoridade onde há autoridade de um superior sobre um superior, e horizontalmente, onde em um mesmo nível hierárquico, cada departamento ou seção passa a ser responsável por uma atividade específica própria.
Fayol incluíra a coordenação como um dos elementos da Administração. Para ele, a coordenação é a reunião, a unificação e a harmonização de toda a atividade e esforço. Ela deve ser baseada em uma real comunhão de interesses. A pressuposição básica era de que quanto maior a organização e quanto maior a divisão do trabalho, maior será a necessidade de coordenação, para assegurar a eficiência da organização como um todo. Fayol preferia pela organização linear, que constitui um dos tipos mais simples de organização, onde ela se baseia nos princípios de unidade de comando ou supervisão única, unidade de direção, centralização de autoridade e cadeia escalar. 
A organização linear é um tipo de estrutura organizacional que apresenta uma forma piramidal. Nela, os órgãos que a compõem, seguem rigidamente o principio escalar, porém, tornam-se necessários outros órgãos prestadores de serviços especializados denominados de órgãos de staff ou de acessória. A autoridade de staff é mais estreita e inclui o direito de aconselhar, recomendar e orientar. Essa autoridade é uma relação de comunicação, onde os especialistas de staff aconselham os gerentes em suas áreas de especialidade.
Luther Halsey Gulick
Urwick defendia que os elementos da administração, ou seja, as funções do administrador são: a investigação, previsão, planeamento, organização, coordenação, comando e controle. Para Luther Gulick, defendia que o planeamento, organização, acessória, direção, coordenação, informação e orçamento eram os elementos da Administração. Fayol defendeu os 14 princípios de Administração, e outros autores também se propuseram a criar e Urwick defendia 4 princípios: Princípio da especialização, de autoridade, da amplitude administrativa, da definição.

Entretanto, há varias críticas à Teoria Clássica. Todas as teorias posteriores se preocuparam em apontar as falhas da abordagem clássica. As principais críticas são que ela é uma abordagem extremamente simplificada da organização formal, não há comprovação científica para confirmar as afirmações dos autores clássicos, que os autores clássicos se preocupam com a apresentação racional e lógica das suas proposições, sacrificando a clareza das suas ideias, foi considerada teoria da maquina pelo fato de considerar a organização sob o prisma do comportamento mecânico de uma maquina, ela preocupou somente com a organização formal, descuidando-se da informal, sendo assim, considerada uma abordagem incompleta da organização e ainda, de ser uma abordagem de sistema fechado, composta por poucas variáveis perfeitamente conhecidas e previsíveis de alguns aspetos que podem ser manipulados por meio de princípios gerais e universais de Administração.

A abordagem normativa e prescritiva da Teoria Clássica se fundamenta em princípios gerais de Administração, uma espécie de receituário de como o administrador deve proceder em todas as situações organizacionais. Contudo, as várias críticas atribuídas à Teoria Clássica são válidas, porém, elas não empanam o fato de que a ela devemos as bases de moderna teoria administrativa.
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