A teoria do armazém VII

Geralmente, o supervisor comum deixava ao arbítrio de cada operário a escolha do método ou processo para executar o seu trabalho, para encorajar sua iniciativa. Entretanto, com a Administração Cientifica ocorre uma repartição de responsabilidades, onde a administração (gerência) fica com o planeamento (estudo minucioso do trabalho do operário e o estabelecimento do método de trabalho) e a supervisão (assistência contínua ao trabalhador durante a produção), e o trabalhador fica com a execução do trabalho.
A organização racional do trabalho (ORT) se fundamenta na Analise do trabalho e estudo dos tempos e movimentos, no estudo da fadiga humana, na divisão do trabalho e especialização do operário, no desenho de cargos e tarefas, nos incentivos salariais e prêmios de produção, no conceito homo economicus, nas condições ambientais de trabalho, na padronização de métodos e de máquinas, e na supervisão funcional. A preocupação de racionalizar, padronizar e prescrever normas de conduta ao administrador levou os engenheiros da administração científica a pensar que tais princípios pudessem ser aplicados a todas as situações possíveis. Dentre a profusão de princípios defendidos pelos autores da Administração Científica, os mais importantes são os Princípios da Administração Científica de Taylor, os Princípios Implícitos de Administração científica também de Taylor, os Princípios de Eficiência de Emerson, os princípios básicos de Ford e o princípio da Execução de Taylor.

A consequência imediata da Administração Científica foi uma redução revolucionária no custo dos bens manufaturados. Aquilo que antes era luxo acessível somente aos ricos tornou-se rapidamente disponível para todas as classes. Além disso, ela também modificou toda a estrutura e incrementou a composição da força de trabalho. Porém, a obra de Taylor e seus seguidores é suscetível de críticas. A mentalidade reinante e os preconceitos, tanto dos dirigentes como dos empregados, a falta de conhecimentos sobre a administração, as precárias experiências industriais e empresariais não apresentavam condições propícias para a formulação de hipóteses nem o suporte adequado para a elaboração de conceitos rigorosos. As críticas sobre sua abordagem se referem ao fato dela ser muito mecanicista, de superespecialista o operário, de ter uma visão microscópica do homem, não ter nenhuma comprovação científica, sua abordagem organizacional ser incompleta, prescritiva e normativa, e ainda ser de sistema fechado e seu campo de aplicação ser limitado. Entretanto, essas limitações e restrições não apagam o fato de que a Administração científica foi o primeiro passo na busca de uma teoria administrativa, e ainda, um passo pioneiro e irreversível.
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