Os novos desafios logísticos?

Os responsáveis pela logística tem, diariamente, uma série de desafios à sua frente:

Liderar o time, garantir o fluxo da cadeia de suprimentos, montar os planos de actuação e explorar os processos.

Pois o departamento logístico já tem o título de um dos mais estratégicos nas companhias e empresas.
A logística oferece sustentação para todos os processos da companhia ou empresas, já que vai da gestão das compras de matérias- prima (insumo) até a entrega do produto ao cliente final e, por isso, merece atenção para que seja possível enfrentar os desafios do mercado e oferecer a melhor experiência.


A administração da cadeia de suprimentos e da cadeia de distribuição é o segredo para aumentar as taxas de sucesso da empresa e a maior satisfação do consumidor.

A gestão de operações de logística da empresa precisa adoptar posicionamentos firmes na hora de responder às cobranças contínuo do sector. Com a ajuda da tecnologia com o aperfeiçoamento constante dos profissionais do ramo, o departamento pode integrar as soluções mais modernas.

Como optimizar a gestão de operações de logística nas empresas?

O objectivo é reduzir custos em todas as etapas da supply chain, resolver a procura de transporte, cumprir prazos, controlar e organizar as actividades do sector.

Quer saber como conseguir isso? Por meio da gestão de operações de logística.
Essa prática aumenta a competitividade organizacional e assegura que o negócio se destaque perante a concorrência.

Além disso, aumenta a satisfação dos clientes, pois os processos são executados com mais eficiência.


Como otimizar o gerenciamento das operações logísticas?
Como é feita a gestão de operações de logística?


É sabido que os processos logísticos exigem a utilização de recursos diversos, como tempo, mão de obra e dinheiro. Ao gerenciar essas operações é possível reduzir os gastos e aumentar o lucro do negócio. Ao mesmo tempo, consegue-se reduzir os desperdícios de combustíveis e diminuir os gastos relativos ao armazenamento de mercadorias.

Esta é uma circunstância adequada para aprimorar o desempenho empresarial e garantir a sobrevivência da organização no mercado por meio do aumento da vantagem competitiva. Se esses são os objectivos que desejamos alcançar, vejamos algumas práticas que ajudam a optimizar a gestão das operações logísticas!

E o que é o pensamento logístico na logística?

São os conceitos e teorias que orientam o estudo e a pesquisa da logística, influenciando o que se considera relevante e justificando as soluções propostas para os problemas logísticos. Por assim dizer, o campo da logística evoluiu de um tratamento mais restrito, voltado para a distribuição física de materiais e bens, para um observar mais abrangente, em que se considera a cadeia de suprimentos como um todo e as atividades de compras, administração de materiais e distribuição. Assim, não se limita a uma única função das estudadas em Administração, como o Marketing ou as Operações, mas representa, de fato, uma área de integração em que nos obriga a focar de uma maneira mais abrangente sobre os referidos tópicos.

Baseando-nos em pesquisas realizadas por algumas das maiores autoridades em logística nas universidades americanas, os professores Daniel J.Flint e John L. Kent Jr. estudaram a evolução do pensamento na área e apontaram para as principais eras ou as etapas.
A primeira era, denominada “do campo ao mercado”, teve seu início situado na viragem para o Século XX, sendo a economia agrária sua principal influência teórica.
A principal preocupação, no caso, era com questões do transporte para escoar da produção agrícola.
Rotulada de “funções segmentadas”, a segunda era, estendendo-se de das décadas de 40 á década de 60, sofre-se a grande influência militar. Não é por acaso que o próprio termo “logística” tem raízes na movimentação e na garantia de abastecimento das tropas nas guerras.
O pensamento logístico estava voltado, aqui, para a identificação dos principais aspetos da eficiência no fluxo de materiais, em especial as questões de armazenamento e transporte, tratadas separadamente no contexto da distribuição de bens.


A terceira era denominada de “funções integradas”, vai do início da década de 60 até ao início da década de 70, tratando-se do começo de uma visão integrada nas questões logísticas, explorando os aspetos como custo total e os seus sistemas. Pela primeira vez, o foco deixa de recair na distribuição física para englobar um espectro mais amplo de funções, sob a influência da economia industrial. Interessante observar que é neste período que presenciamos ao aparecimento, tanto no ensino quanto na prática da logística, de um gerenciamento consolidado das atividades de transporte de suprimentos e distribuição, armazenagem, controle de stocks e manuseio de materiais.
A era seguinte, estendendo-se do início da década de70 até meados dos 80, corresponde ao “foco no cliente”, com ênfase na aplicação de métodos quantitativos às questões logísticas. E que os seus principais focos são as questões de produtividade e custos de stocks. É precisamente neste período que se irá identificar uma intensificação do interesse pelo ensino e pesquisa da logística nas escolas de administração.

A quinta era, que vai de meados da década de 80 até o presente, tem ênfase estratégica, como indica o rótulo que lhe foi atribuído: “a logística como elemento diferenciador”. Identificada como a última fronteira empresarial em que se podem explorar novas vantagens competitivas, é aí que surge o conceito de Supply Chain Management, cujo pano de fundo é a globalização e o avanço na tecnologia da informação. Este período, no qual nos encontramos, implica uma maior preocupação com as interfaces, dentro das empresas, entre as diferentes funções, além de maior destaque das considerações logísticas no mais alto nível de planejamento estratégico das corporações.
A outra questão que ganha relevância, nos dias atuais, é a inclusão da responsabilidade social no projeto de novos sistemas logísticos, como por exemplo as questões ecológicas.


A vertente mais rica no atual pensamento em logística é sem dúvida o de Supply Chain Management. Esta conjuga os processos logísticos, que tratam do fluxo de materiais e informações dentro e fora das empresas, com os relacionamentos que surgem ao longo da cadeia para assegurar seus melhores resultados em termos de redução de desperdício e agregação de valor.
Ao lidar com os relacionamentos entre empresas, é natural que o pensamento logístico aborde uma questão, a das parcerias e alianças estratégicas logísticas. Estas estratégias colaborativas promovem a união de forças de empresas – cliente e fornecedora, cliente e cliente ou fornecedora e fornecedora – visando explorar as atividades logísticas em busca de vantagens mútuas.
Como sempre todo conceito novo, não há ainda um corpo de pensamento consolidado na área de Supply Chain Management. Os artigos e as pesquisas das principais autoridades em logística em todo o mundo têm sua ênfase orientada ora pelas Operações (com uma ênfase em instrumental quantitativo), ora pelo Marketing (com uma ênfase em distribuição e canais), ora pela Engenharia (com uma ênfase em transportes e questões militares).


Cabe aqui perguntar: se o conceito de Supply Chain Management representa uma visão de integração entre funções e empresas, ao longo da cadeia, esta não deveria estar sendo refletida no pensamento logístico?
Espera-se que isso venha a ocorrer, cada vez que mais pesquisadores se dediquem ao estudo do tema logístico.

O pensamento, o ensino e as necessidades de capacitação em logística

Da distribuição física ao supply chain management.


Quando a concorrência era menor. Quando os ciclos dos produtos eram mais longos e a incerteza era mais controlável, tinha-se sentido perseguir a excelência nos negócios através da gestão eficiente de atividades isoladas como:

Compras,

Transportes,

Armazenagem,

Fabricação,

Manuseio de Materiais e Distribuição.

Todas estas funções eram desempenhadas por especialistas, cujo desempenho era medido por indicadores como custos de transportes mais baixos, os stocks mais reduzidos e compras ao menor preço.


Atualmente já não é assim, os mercados estão cada vez mais globalizados e dinâmicos e os clientes cada vez mais exigentes. Para fazer fase, proliferam cada vez mais as linhas e modelos de produtos, com ciclos de vida bem mais reduzidos. A coordenação da gestão de materiais, da produção e da distribuição passou a dar respostas mais eficazes aos objetivos de excelência que o mercado exige. Apareceu então, o conceito de Logística Integrada. Isto significou considerar como elementos ou componentes de um sistema todas as atividades de movimentação e armazenagem que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição dos materiais até o ponto de consumo final, assim como os fluxos de informação que gerem os produtos em movimento.


O conceito de Supply Chain Management surgiu como uma evolução natural do conceito de Logística Integrada. Enquanto a Logística Integrada representa uma integração interna de atividades, o Supply Chain Management representa sua integração externa, estenda-se a coordenação dos fluxos de materiais e de informações aos fornecedores e ao cliente final.
A gestão da cadeia como um todo pode proporcionar uma série de maneiras pelas quais é possível aumentar a produtividade e, por consequência, contribuir substancialmente para a redução de custos, assim como identificar formas de agregar valor aos produtos. Em primeiro plano estariam a redução de stocks, compras mais vantajosas, a racionalização de transportes, a eliminação de desperdícios, etc. O valor, por outro lado, seria criado mediante prazos confiáveis, atendimento no caso de emergências, facilidade de colocação de pedidos, serviço pós-venda, etc.


Isso nos remete à evolução do pensamento logístico.
Que cada momento, a prática da logística reflete e ao mesmo tempo alimenta o pensamento logístico, em uma criativa interação entre o meio acadêmico e o meio empresarial.