Métodos de stock em período múltiplo

Enquanto no método anterior era feita uma única compra para ser vendida num período de tempo normalmente curto, estes métodos de stock de “Período Múltiplo” pretendem assegurar que determinado stock está disponível durante todo o ano.

Como os consumos são variáveis ao longo do ano, e só excepcionalmente assim não acontece, existem sobretudo duas opções de trabalho: ou fixamos a quantidade a encomendar de cada vez (por exemplo, 800 kg) e então varia o período de tempo de aprovisionamento (entre duas encomendas sucessivas) ou fixamos o período de tempo (por exemplo, de 3 em 3 meses) e, nesse caso, varia a quantidade a encomendar de cada vez.

Se fixarmos a quantidade a encomendar (quanto), estaremos a adoptar o método da quantidade de encomenda fixa; se fixarmos a periodicidade da encomenda (quando), é o método do período de encomenda fixo que escolheremos.

Apresento-lhes, em síntese, como ambos os métodos respondem às questões inicialmente formuladas.

Quadro 1

A operacionalidade de ambos o método é apresentado no seguinte quadro.

Sistema operacional dos métodos da quantidade de encomenda fixa e de período de encomenda fixo.

Quadro 2

Método de stock de período único

Quando se trata de fazer uma única aquisição de várias unidades de um produto que se destinam a ser vendidas num determinado período de tempo. Usa-se o termo Método de Stock de Período Único.

Por outras palavras, no nível de stock ótimo, usamos a análise marginal que ocorre no ponto em que os benefícios esperados provenientes da armazenagem da(s) próxima(s) unidade(s) são menores do que os custos esperados para essa unidade.

Isto é:

  • Custo por unidade da procura sobrestimada.
  • Custo por unidade da procura subestimada.

Gestão de stocks

As tarefas de grande relevância para gestão dos stocks e que estão totalmente relacionados à “organização” e a forma de “avaliação do ativo circulante (dinheiro em stock)” de uma organização, sendo:
Aprendemos que FIFO, LIFO e FEFO são termos utilizado na Logística e Supply Chain para determinar o tipo de controle de movimentação de produto utilizado no stock, e PEPS, UEPS e Custo Médio, são “siglas ou nome” utilizados na Contabilidade para determinar a metodologia de apuração do valor do stock.
A diferença entre acuracidade e assertividade, cuja finalidade é explicar que assertividade é relativo ao endereçamento contábil e localização do produto no stock, e a acuracidade mede a equalização quantitativa dos stocks físico vs contabilidade.
Pois bem, se já sabemos quais os tipos de movimentação de produtos do stock, formas de apuração da contabilidade e os meios de controle, ficará muito mais fácil você entender o que é um inventário cíclico e rotativo.
Independente do tipo de inventário, sua finalidade é realizar a manutenção dos stocks cujo objetivo é garantir a equalização do stock físico com o contabilístico para que se tenha uma correta visibilidade da localização, quantidade e valor dos produtos objetivando que seja possível uma boa produtividade operacional, além de obter a correta apuração do lucro de uma empresa em um determinado período.
Onde o inventário poderá auxiliar neste processo?
Ocorre que a falta de equalização do stock físico com o contabilístico acaba acarretando em diversos problemas, tais como:
Prejuízo por perda – imagine um lote de produto perecível vencer no stock pelo fato de não o encontrara, ações de má fé com desvios recorrentes, sinistros ou até mesmo diferenças originadas pela falta no retorno de devoluções. Em todas estas situações, considerando que para contabilidade produto é dinheiro (ativo circulante), nestes casos a perda para empresa é:
          – Quantidade de produtos da perda x o valor da compra e ou custo médio = perda.
Aumentos dos custos operacionais – se o ambiente não está organizado, seguramente o time irá demorar mais para localizar o produto, com isso, das duas uma, ou você deverá aumentar o efetivo para atender a demanda, ou (o que é mais comum) você passa a ter a necessidade de aumentar a carga horária, agravando os custos logísticos da operação com horas extras e despesa decorrente da extensão do horário como alimentação, agua, luz e etc…
Dissabores e insatisfação do cliente – devido à má organização, a possibilidade de algum pedido não ser atendido ou ser atendido parcial é grande, que consequentemente gera reclamações que ao longo do tempo poderá desgastar a relação.
Redução de vendas – motivada pela má qualidade pela falta de regularidade de atendimento do pedido correto na quantidade correta, o que gera rutura no cliente deixando ele menos competitivo. Com isso, é tendencioso que ele procure como solução outro fornecedor que cumpra o que prometeu, impactando diretamente no volume de vendas.
Problemas operacionais sem identificação – quem delega controla, ainda mais em um ambiente cuja organização depende de “pessoas”, neste caso, saber quem, como e quando aconteceu à falha operacional é muito importante para que seja possível corrigir e ter uma operação produtiva, segura e azeitada.
Problemas de sistema – em geral.
Muitos problemas não? Quanto mais passa o tempo, maior é o problema, o que acaba gerando uma bola de neve e tornando o ambiente cada vez mais difícil de operacionalizar, neste caso, não espere muito, trate de resolve-lo.
Assim acabamos de aprender que a gestão passa por vários desafios e percalços ao longo do tempo, e que, portanto, precisam ser identificados e tratados. Foi possível aprender também que quanto mais tempo passa, maior é o problema.