Gestão de stocks

As tarefas de grande relevância para gestão dos stocks e que estão totalmente relacionados à “organização” e a forma de “avaliação do ativo circulante (dinheiro em stock)” de uma organização, sendo:
Aprendemos que FIFO, LIFO e FEFO são termos utilizado na Logística e Supply Chain para determinar o tipo de controle de movimentação de produto utilizado no stock, e PEPS, UEPS e Custo Médio, são “siglas ou nome” utilizados na Contabilidade para determinar a metodologia de apuração do valor do stock.
A diferença entre acuracidade e assertividade, cuja finalidade é explicar que assertividade é relativo ao endereçamento contábil e localização do produto no stock, e a acuracidade mede a equalização quantitativa dos stocks físico vs contabilidade.
Pois bem, se já sabemos quais os tipos de movimentação de produtos do stock, formas de apuração da contabilidade e os meios de controle, ficará muito mais fácil você entender o que é um inventário cíclico e rotativo.
Independente do tipo de inventário, sua finalidade é realizar a manutenção dos stocks cujo objetivo é garantir a equalização do stock físico com o contabilístico para que se tenha uma correta visibilidade da localização, quantidade e valor dos produtos objetivando que seja possível uma boa produtividade operacional, além de obter a correta apuração do lucro de uma empresa em um determinado período.
Onde o inventário poderá auxiliar neste processo?
Ocorre que a falta de equalização do stock físico com o contabilístico acaba acarretando em diversos problemas, tais como:
Prejuízo por perda – imagine um lote de produto perecível vencer no stock pelo fato de não o encontrara, ações de má fé com desvios recorrentes, sinistros ou até mesmo diferenças originadas pela falta no retorno de devoluções. Em todas estas situações, considerando que para contabilidade produto é dinheiro (ativo circulante), nestes casos a perda para empresa é:
          – Quantidade de produtos da perda x o valor da compra e ou custo médio = perda.
Aumentos dos custos operacionais – se o ambiente não está organizado, seguramente o time irá demorar mais para localizar o produto, com isso, das duas uma, ou você deverá aumentar o efetivo para atender a demanda, ou (o que é mais comum) você passa a ter a necessidade de aumentar a carga horária, agravando os custos logísticos da operação com horas extras e despesa decorrente da extensão do horário como alimentação, agua, luz e etc…
Dissabores e insatisfação do cliente – devido à má organização, a possibilidade de algum pedido não ser atendido ou ser atendido parcial é grande, que consequentemente gera reclamações que ao longo do tempo poderá desgastar a relação.
Redução de vendas – motivada pela má qualidade pela falta de regularidade de atendimento do pedido correto na quantidade correta, o que gera rutura no cliente deixando ele menos competitivo. Com isso, é tendencioso que ele procure como solução outro fornecedor que cumpra o que prometeu, impactando diretamente no volume de vendas.
Problemas operacionais sem identificação – quem delega controla, ainda mais em um ambiente cuja organização depende de “pessoas”, neste caso, saber quem, como e quando aconteceu à falha operacional é muito importante para que seja possível corrigir e ter uma operação produtiva, segura e azeitada.
Problemas de sistema – em geral.
Muitos problemas não? Quanto mais passa o tempo, maior é o problema, o que acaba gerando uma bola de neve e tornando o ambiente cada vez mais difícil de operacionalizar, neste caso, não espere muito, trate de resolve-lo.
Assim acabamos de aprender que a gestão passa por vários desafios e percalços ao longo do tempo, e que, portanto, precisam ser identificados e tratados. Foi possível aprender também que quanto mais tempo passa, maior é o problema.

Classificação dos elementos patrimoniais

Os elementos Patrimoniais são classificados da seguinte forma.
Ativo 
O Ativo, é formado pelos bens da empresa mais dividas a receber.
O Ativo é composto por:
Ativo não corrente;
São os bens adquiridos pela empresa para que possa desenvolver a sua atividade, mas que não são para venda.
Ativos fixos tangíveis.
Ativos Intangíveis (Não tem existência fixa, exemplo software)
Ativo corrente;
Inventário (Mercadorias e matérias primas).
Clientes (Quem me compra mercadorias). 
Outras contas a receber (Quem me compra outros bens).
Caixa e depósitos bancários.
Passivo
O Passivo, é formado pelas dividas a pagar.
O Passivo é composto por;
Passivo não corrente: engloba as dividas a pagar a mais de um ano.
Financiamentos obtidos, empréstimos bancários.
Passivo corrente;
Fornecedores (Quem me vende mercadorias ou matérias primas).
Estado e outros entes públicos.
Outras contas a pagar (Exemplo, a quem compra um camião).
Após a classificação dos elementos patrimoniais conseguimos calcular o valor do património de empresa.
Portanto podemos dizer que o valor do Património é igual ao ativo menos o passivo.

ABC do Inventário

Já todos sabemos que o inventário tem como pontos principais os seguintes pontos:
Identificar os diferentes tipos de inventário;
Enumerar os objetivos e periodicidade do inventário;
Descrever as atividades necessárias à organização e execução de um processo de inventário;
Efetuar e controlar as contagens.
Mas aprofundemos mais o assunto. Nele temos ainda mais os seguintes pontos que passo a apresentar como um segundo grupo:
Inventário:
Fornecedores;
Clientes;
Procura;
Oferta;
Concorrência;
Desatualizado;
Quebra;
Stock;
Contabilidade/Calculo;
Preço.
Assim devemos ter em atenção aos tipos de inventários, diga-se que ainda são alguns:
Gerais 
Neste caso, listam-se todos os elementos que constituem o património de uma empresa.
Parciais
Neste caso, o inventário abrange apenas uma categoria de bens da empresa.
Ordinários
São efetuados periodicamente de acordo com as regras definidas pela empresa
(são previsíveis e planeados).
Extraordinários
Apenas são elaborados na sequência de condições excepcionais, ou seja, são impressíveis (exemplo: roubo, falência, entrada ou saída de um sócio, etc.).
Mas também podemos referirmos aos inventários como:
Inventário Rotativo ou Inventario Cíclico é um processo de recontagem física continua das matérias em stocks, programando de modo que os materiais sejam contados a uma frequência pré-determinada (semanal ou diária), organizada em ciclos e períodos, que são dimensionados em função das quantidades e das categorias dos materiais envolvidos.
Inventário por Amostragem é processo de contagem recomendado quando a acuracidade dos stocks é mantida através dos inventários Gerais e Rotativos ou em procedimentos de auditoria. São contados apenas alguns itens, aleatórios ou não, que representem uma amostra relevante no universo de itens da empresa e através do resultado se infere se os métodos de controle estão sendo bem executados.
Inventario permanente, a cada venda efetuada a empresa controla cada item do stock que for negociado. Isso permite que se conheça após cada operação de compra ou venda o nível de seus stocks.
Inventario periódico é a de que a empresa toma conhecimento do volume de seus stocks (para fins contabilísticos) de tempos em tempos, ou seja, no final de cada período (mês, semestre ou ano).
Inventário geral é um relatório utilizado para conhecer o patrimônio de uma entidade qualquer. Trata-se de um levantamento de bens, direitos e obrigações que integram um determinado patrimônio, numa determinada data, obedecidos certos princípios e convenções que normalizam sua execução, independentemente da análise contabilística.

Inventários III

Reafirmação do “princípio” da prudência.
Se o custo histórico de produção ou de aquisição for maior que o preço de mercado, então funciona o “princípio” da prudência (isto é, os inventários são apresentados ao mais baixo do custo de aquisição ou de produção ou valor realizável líquido, sendo a diferença entre eles expressa pela perda por imparidade). 
O valor realizável líquido corresponde ao preço esperado de venda realizada no decurso ordinário da atividade empresarial deduzido dos necessários custos previsíveis de acabamento e de venda. 
De acordo com a NCRF 18, “Os materiais e outros consumíveis detidos para o uso na produção de inventários não serão reduzidos abaixo do custo se for previsível que os produtos acabados em que eles serão incorporados sejam vendidos pelo custo ou acima do custo. Porém, quando uma diminuição no preço dos materiais constitua uma indicação de que o custo dos produtos acabados excederá o valor realizável líquido, os materiais são reduzidos (written down) para o valor realizável líquido. 
“Em tais circunstâncias, o custo de reposição dos materiais pode ser a melhor mensuração disponível do seu valor realizável líquido.” 
Por exemplo: no caso das matérias-primas, subsidiárias e de consumo, se o custo for superior ao atual valor de reposição, há que verificar se o custo das matérias, acrescido dos restantes custos de produção (custo de produção), é inferior ao preço esperado de venda. Se assim não for, ter-se-á que reconhecer uma perda por imparidade.